Se

Se avessi il mondo nelle mie mani
Se potessi
cosa farei? 

Se potessi
Cambierei il profumo dei fiori nelle mani dell’uomo
Cambierei il modo in cui si vede quando si guarda il mondo 
Cambierei il male che c’è in noi, lo butterei via

Se potessi, farei piovere nel deserto
Vorrei!
Nel deserto delle nostre anime
Che piangere secco con dolore
Piccole anime che non credono più a niente
e, quando credono,
Vengono i grandi e li calpestano
Come fanno ai fiori

Se avessi il mondo nelle tue mani
cosa vorresti fare?

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   Estrada

 

(essa foto não chega nem perto do contexto geral)

 

É madrugada, eu fechada no quarto ouvindo uma musica, fechei os olhos e tive uma visão fantástica,  de estar no interior de um ônibus, rodando numa estrada, em qualquer lugar do mundo, estava quase deitada, com os pés levantados sobre o banco da frente. Eu podia ver os meus pés, de tênis, e a barra da minha calça jeans, me sentia confortável e não havia mais ninguém em volta.

Era um contexto de cores levemente alaranjadas, amarelo, cor de terra, tinha pouco verde, quase nada, mas tão bonito e imenso. Estávamos cruzando um deserto,  daqueles que vemos nos filmes americanos.

A estrada passava pela janela do ônibus,  e eu seguia vendo o infinito, o céu perto da terra separado pela linha do horizonte onde eu podia ver algumas montanhas, pedras, cactos que faziam sombra no chão rachado. Contrastes, um lugar famoso por não ter vida mas que ao mesmo tempo era cheio dela. Fazendo eu me sentir viva!

Pensei ser o Alabama, o Arizona, o Tennessee, eu nem conheço esses lugares, não sei se tem deserto ou porque estou dizendo isso mas eu senti… E eu podia sentir o calor do sol através do vido do ônibus!

Sensação se suspirar, não senti nenhum medo, mas me sentia me jogando no mundo.

Eu estava lá…

Experiencia quase transcendental que durou uns míseros segundos, algum tipo de teletransporte… Me senti livre.

É muito fácil explicar que isso é fruto da minha imaginação, muitas fezes absurda, e que essa cena é resultado de uma série de fotos e filmes que vi a vida toda e não tem importância nenhuma, isso é um argumento tão convincente e “cientificamente provado” que se quiserem eu posso aceitar sem mais delongas. Mas o que eu realmente prefiro acreditar é que isso é matéria prima pra um “Déjà vu” (aquelas sensações de “já vivemos isso antes”) e que vai acontecer num futuro próximo.

Adoro essa sensação de pé na estrada!

 

Suh Mattos