A carta

Prefiro gastar meu tempo escrevendo e lendo

e bordando e tecendo à pensar em você

Como se escrevendo eu não estivesse te descrevendo, e mais ainda descrendo…

Como se lendo eu não encontrasse seus traços em cada personagem bobo de romance barato que eu compro a 5,00 em uma banca de jornal

Não me parece justo amor

que venha e que tome minha vida assim

Ocupe meu tempo, minha mente , todos os meus afazeres se já meu corpo não ocupa mais,

Não do jeito que costumava e que eu gostava e que me doía gostoso saber que saudade se mata pois estava pra chegar

Agora me dói de desgosto saber que certo moço virou só inventário na mente, foto no relicário

memória contente, que ao sabor real do presente de presente só se encontra em passado. 

E já que toma minha escrita e tempo

Dou um passeio

Atravesso a rua 

Venho e deixo essa carta em teu portão.

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