Carta à luta.

Podia doer mais
O medo podia ser mais assustador se já não estivéssemos acostumados. 
O grito, a dor e o choro já não nos cortam o coração. 
Nem o deles, nem provocam em nós o nosso. 
Vemos agora o mundo com outros olhos
Descoloridos e quase mortos
Aceito o pouco e de pouco vivo 
Não por opção mas por imposição 
Me estrangulam as suas armas 
A sua falta mantida 
A sua presença mentida de mãos estendidas
A sua companhia que de companheiro eu desconheço
Conheço o silencio do bem, calado todos os dias pelo mal.
Mas já não ligamos mais pra isso. 
Escorremos em palavras uns pelas bocas dos outros
Sangue. Pelos dedos, mentes, corpos e dentes, uns dos outros. 
Enxergo no próximo o meu inimigo. Erro!
E não nos reconhecemos mais. 

Perdemos o foco.

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